24/12/06
14/12/06
Solidão
"Mar imenso
Brancas ondas
Brisas calmas
Aqui me boto
Admirador devoto
Oiço teu mormúrio
Em ti busco abrigo
Marinheiro sou
Rudes modos
Olhar distante
Mãos ásperas, gastas
Barcaças desfeitas
Comparsas aguerridos
Contigo permanecem
Acolheste suas almas
Em ti busco meu sustento
Saudoso sobrevivo
Em meu fado d’injustiças
Conheço-te as manhas
Mar imenso
Brancas ondas
Brisas calmas"
Joana_Pombo
© Reservado a direitos de autor
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09/12/06
Forty years on an iceberg
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30/11/06
Castelos de areia
Em teu abraço bela adormecida,
Fora outrora seu castelo.
E então era tua. Mas tu não dela.
Castelo de areia desaba
E num sopro desaparece.
Em seu sonho bela adormecida,
Sem teu beijo adormece."
Joana_Pombo
© Reservado a direitos de autor

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19/11/06
Fenix: Psicologia e Mito
"In ancient Egyptian mythology and in myths derived from it, the phoenix is a mythical sacred firebird. Said to live for 500 or 1461 years (depending on the source), the phoenix is a bird with beautiful gold and red plumage. At the end of its life-cycle the phoenix builds itself a nest of cinnamon twigs that it then ignites; both nest and bird burn fiercely and are reduced to ashes, from which a new, young phoenix arises. The new phoenix embalms the ashes of the old phoenix in an egg made of myrrh and deposits it in the Egyptian city of Heliopolis ("the city of the sun" in Greek). The bird was also said to regenerate when hurt or wounded by a foe, thus being almost immortal and invincible — a symbol of fire and divinity." In: http://en.wikipedia.org/wiki/Phoenix_(mythology)O mais recente conceito para esta simbologia surgiu com o cristianismo onde se estabelece uma associação do mesmo ao renascimento espiritual (ressurreição) o que, em última análise, não será uma ideia tão surreal quanto isso.
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16/11/06
Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)
"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.) "
http://www.revista.agulha.nom.br/pessoa.htmlk
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12/11/06
Preguiça
Fazer ou não fazer a ponta d'um corno? Eis a questão! Pois é... Há dias assim... E depois é lixado :PPosted by just_me 1 comments
11/11/06
Frank Sinatra: "Singing in the rain"

"Doo-dloo-doo-doo-doo
Doo-dloo-doo-doo-doo-doo
Doo-dloo-doo-doo-doo-doo
Doo-dloo-doo-doo-doo-doo...
I'm singing in the rain
Just singing in the rain
What a glorious feelin'
I'm happy again
I'm laughing at clouds
So dark up above
The sun's in my heart
And I'm ready for love
Let the stormy clouds chase
Everyone from the place
Come on with the rain
I've a smile on my face
I walk down the lane
With a happy refrain
Just singin',
Singin' in the rain
Dancin' in the rain
Dee-ah dee-ah dee-ah
Dee-ah dee-ah dee-ah
I'm happy again!
I'm singin' and dancin' in the rain!
I'm dancin' and singin' in the rain... "
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Anoitecia
E da minha janela, saltitando alegremente no passeio, via um pardalito que, subitamente, abriu as suas asitas elevando o corpo leve acima dos meus olhos e voou. Então, abri a janela e voei também, seguindo-o. Voei acima das casas, do rio, das nuvens… Até ao limite do céu tentando tocar o infinito e alcançar a lua que então se erguera, majestosa, sob o céu negro, ofuscando o brilho das estrelas.
Depois de ter fechado momentaneamente os olhos por culpa de uma “rabanada” impertinente de vento perdi-me. Tal como havia acontecido connosco, empurrados para direcções opostas por culpa das “rabanadas” da vida. Voei… Voei então sobre a cidade procurando por ti. Tentando adivinhar qual daquelas luzinhas mínimas seria a tua casa. Revirando as ideias e tentando adivinhar onde (ou mesmo se) te encontraria. Revolvi tudo, levantando cada pedra, inspeccionando cada esquina, cada canto, numa busca incessante e desesperada, mesmo sabendo que provavelmente nunca iria encontrar aquilo que procurava porque, decerto, já fora encontrado por outrem.
Então, de passagem pelo “nosso lugar” resolvi poisar para dar uma olhadela… Estava diferente, feio, frio. Já não era o “nosso lugar”. Então chorei. Era apenas um lugar comum, normal, vazio. Vazio de sentimentos, das palavras que dizíamos. Vazio das emoções que outrora o haviam tornado o nosso lugar. Um lugar vulgar, que poderia ser o lugar de qualquer uma das pessoas que por ali passavam diariamente. Decidi sair dali.
Então regressei, exausta. Pairava agora sobre o rio. A linha do horizonte deixava agora descobrir o sol preguiçoso que acabara de acordar espreguiçando-se por entre as janelas entreabertas das casas e dando lugar a um novo dia.
Lentamente, a cidade despertava despertando-me a mim. Depois de uma noite fervilhante, durante a qual meu coração teve asas e voou. Voou… Até ao limite do céu tocando o infinito. E poisando na lua.
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